De acordo com o diretor de agronegócios do banco Santander Brasil, Carlos Aguiar Neto, estamos em um cenário de juros menores – para crédito rural -, talvez as menores que o Brasil já teve. “A taxa está em 7%, mas se ela baixar para 4% ou 5% começamos a segmentar para os grandes produtores, que não necessariamente precisam”, comenta.
Entretanto, na opinião do sócio diretor da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros, o modelo tradicional do crédito rural está se esgotando rapidamente. A solução segundo Barros e o superintendente do banco Bradesco, Rui Pereira Rosa, é oferecer outros recursos, como o seguro ou o ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), o que segundo Rosa, muda o perfil do produtor de apenas investir na lavoura, obtendo renda no curto, médio e longo prazo.
“O sistema financeiro como um todo, dispõe de recursos suficientes para atender à demanda que advir da ausência de negociação futura”, comenta o vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Tarcísio Hübner, ao explicar que a instituição tem se preparado para receber as demandas de crédito do produtor rural.
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